Dr. Jorge Scala: advogado fala sobre a síndrome pós-aborto

Membro das “Associações Unidas por um Mundo Melhor”, em Córdoba, Argentina, o advogado Dr. Jorge Scala falou sobre o projeto desenvolvido pela associação no intuito de ajudar muitas mulheres grávidas, que têm a intenção de abortar, a desistir dessa idéia em favor da vida de seu filho. Desde que iniciou este trabalho, todas as mulheres que tiveram o apoio da associação, ficaram com seus filhos. Dr. Scala ressalta apenas uma exceção: uma mãe que, ao ter seu filho, deu-o à adoção, pois havia sido estuprada pelo próprio pai biológico.

As casas de acolhida em Córdoba dão, além de abrigo e alimentação, um acompanhamento psicológico a todas as mulheres grávidas.

Outro ponto abordado pelo advogado é o uso da pílula do dia seguinte; assunto que ele conhece profundamente, pois já entrou com uma ação no Congresso Argentino, em 2002, para que fosse proibido o uso da tal pílula no país. Esta ação foi aprovada e, hoje, na Argentina, a pílula do dia seguinte é proibida por ser considerada abortiva. As provas apresentadas para que essa ação fosse aprovada foi a própria bula do medicamento, pois ela deixa claro que o endométrio é impedido de instalar o embrião no útero, caracterizando um aborto.

O advogado destacou também, em entrevista ao noticias.cancaonova.com, as conseqüências do aborto para a mulher, tendo em vista que a maioria delas desenvolve uma doença chamada “síndrome pós-aborto”. Esse fato ocorre principalmente em países como o Brasil, que ainda não legalizou o aborto. Segundo ele, as mulheres, ao cometerem este crime, muitas vezes, o fazem no momento do desespero, sem pensar nas conseqüências. Porém, na Europa, já acontece o contrário, pois, com a legalização do aborto, as mulheres tiram um filho com a mesma “naturalidade” com que se “arranca um dente”, ou seja, com muita frieza. Elas simplesmente tiram “aquilo” que as está incomodando. “É a banalização da vida”, afirmou.

Ainda sobre a síndrome pós-aborto, doutor Jorge Scala diz que a única maneira de evitá-la é o perdão. A mulher precisa perdoar-se, pois, se não o faz, as conseqüências podem levá-las ao suicídio, ao uso de drogas. “Há um passo espiritual a ser dado, pois Deus pode perdoá-las. Uma outra forma de amenizar esta culpa é ajudando outras mulheres que tem a intenção de abortar e aconselhá-las a não fazê-lo”, aconselhou o adovogado.

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